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Thales Kroth de Souza

Autor: Thales Kroth de Souza

Ler, Comer, Trabalhar, Dormir, Transar, Jogar, Investir, Morrer: O Desenvolvimento Por Trás Dos Panos

26/12/2021 - Osasco - SP

Perder alguém não é uma coisa fácil. Longe de desejar isso nem para o inimigo, nem para o amigo. O falecimento de uma pessoa próxima demais revelam como a psicologia do ser humano é movida por instinto e consciência. A todo momento podíamos pensar nessa questão, mas só quando ela ocorre é que a "ficha" cai, e em muitas custa a cair. Na psicologia comportamental há um pragmatismo que retorce um horizonte comum mesmo em tempos de distanciamento social com uma doença inédita que é a pandemia provocada pelo SARS-CoV-2, a pessoa mostra ficar mais emotiva, a dar valores em interesses familiares, sociais. Há isso também para o ser humano: dar mais valor quando se perde, talvez dar mais valor quando não se tem, e quando consegue, o brilho pode ter uma curta passagem de tempo.

Muitos vencedores de premiações que pagaram valores incríveis apresentam uma perspectiva sobre a questão irracional da psicologia humana; eram pobres, ficaram ricos e alguns voltaram a ser pobres. Por quê isso? Quando se estava tao próximo de amenizar de uma vez por todas qualquer sacríficio de alimentação, segurança, estima social, saúde, sexo, realizações, formações, viagens, bens materiais, etc. O que acontece com a falta de princípios quando temos algo que não precisamos naquele momento e como manter uma saudável contribuição para quem a gente ama, mas sem "forçar a barra"? Essa resposta pode ser encontrada no casamento, no aniversário de 15 anos, no primeiro dia de emprego de um(a) jovem, etc. Ser independente e mostrar o amor independente, é a habilidade de saber que precisa se planejar, assumir responsabilidades e que há questões sem preço, mas não pode perder seus valores.

Algumas questões incomodam tanto as pessoas que elas reclamam uma vida inteira sobre o assunto ao invés de propor projetos para saná-las. E aquele modo de deixar as coisas para os "45min do 2º tempo"? Deixar para a última hora? Se ocorrer uma vez ou outra, de forma esporádica, é compreensível em meio a nossa cultura. O problema é fazer dessa questão uma parte irrefutável e inseparável do cotidiano dos brasileiros. Todo momento: alguém te responde 20min atrasados nas redes sociais; alguém te devolve depois de três dias um item que utilizou; lembra com atraso, faz com atraso, faz parte do time dos atrasados, até mudar o nome para "Atrazildo", e só falta isso. Nas palavras, nos afazeres, nos estudos, no trabalho, com o namorado, até com o cachorro ou outro animal de estimação, atrasa para comer, falar, dormir. Já são raras as pessoas que fazem na hora, imagina as que se adiantam?

Das loucas estratégias de nosso tempo, as mais complicadas são aquelas por trás dos panos, escondidas. Não contar para os familiares que está se formando em um curso, ou está fazendo algo. Serve para os amigos também. Houve um tempo que fazer por trás dos panos era um ato de interesse a si mesmo, ninguém tinha a ver com isso e isso impactava o seu desenvolvimento. Agora, tudo ser escondido? Namoros, trabalhos, afazeres. Tudo? Daqui a pouco haverá casais anunciando que estão se separando. Peraí, vai dizer um, eu nem sabia que estavam juntos. Imagine só: aqueles segredos que as mulheres tinham (não que ainda não possuem, devem possuir sim, sem desconfianças), devem estar então atrás de outros panos, talvez até de terceiros panos, ou mais. Tudo depende da visão de quem olha e participa. Um conhecido diz que se "comer" quieto, pode "comer" duas vezes. Acredito que para essa reflexão tem gente assaltando literalmente a geladeira ou, para os que pensam naquilo, assaltando a mulher do próximo. Para este último ponto, vou deixar o capítulo em aberto.

Para as compras de Natal, teve família que disse que ia viajar e não viajou. Aposto que o "atrás dos panos" seria não ter que ver a cara de razinza de familiares ou ter de dividir os pratos de quem você já deve dividir as mesmas semanas. Em determinadas famílias, a COVID-19 não aproximou com as tecnologias, pelo contrário, afastou ainda mais pela questão dos grupos, convites e contidiano. O financeiro apertou muito o bolso, desde o consumo, perda de renda, trabalho e pausa nos estudos. Filhos tiveram que pedir ajuda dos pais literalmente. Foram momentos complicados. Interpreto que essa perda, é uma daquelas que só sentem falta quando acaba também. Sem renda, a saudade da cerveja é arrasadora. Conforme um outro conhecido também fala: sem cerveja é como a pandemia virasse um desastre sobrenatural, porque pode faltar recursos para pagar algumas contas, mas, por exemplo, para a ceia de Natal, não pode faltar a bebidinha. Ah! Nem pensar!

E o camuflado mundo dos video games, que bombam com os faturamentos mais próximos da relaidade virtual, segundo minha progenitora, o mundo que não existe, e existe porque tem gente que paga para existir? Sempre aconselhou-me: entre jogar e estar no jogo, seja a pessoa que vende os jogos para comprar, e não é que já há empresas fomentando um cenário previsível para o metaverso e negócios digitais? Investir em empresas TI como Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Meta (Facebook), Disney, Tencent, Sony, Nintendo, entre outras, é como se eu fizesse o que ela sugeriu. Então, deixo meu convite para pesquisar os ADRs dessas empresas e verificar como poder fazer parte de sua carteira de ações. Deseja uma consultoria financeira ou aprender sobre finanças, mercado financeiro, opções, estratégias, carteiras de investimentos? Segue no Instagram a @euacionista ou envie para euacionista@outlook.com sua dúvida, interesse ou pedido, que enviamos um orçamento.

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